A Volta do Gigante: Após 52 anos, a RD Congo está pronta para fazer história na Copa de 2026!

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Fonte: Dsports.sn

A República Democrática do Congo, antiga Zaire, participou da Copa de 1974, realizada na Alemanha Ocidental. Foi a primeira seleção da África Subsaariana a disputar um Mundial. Apesar da eliminação ainda na fase de grupos e de derrotas marcantes, como o 9 a 0 contra a Iugoslávia, a participação teve grande importância histórica para o futebol africano, abrindo caminho para maior presença do continente nas Copas seguintes.

A seleção da República Democrática do Congo é conhecida pelo apelido de “Os Leopardos” (“Les Léopards”, em francês). O nome faz referência ao leopardo, animal símbolo de força, agilidade e orgulho nacional no país.

A República Democrática do Congo fez uma campanha competitiva nas eliminatórias africanas para a Copa do Mundo FIFA 2026. A seleção dos “Leopardos” mostrou força principalmente jogando em casa, conquistando vitórias importantes e brigando pelas primeiras posições do grupo. Com um elenco experiente e jogadores atuando no futebol europeu, a equipe manteve chances reais de classificação durante boa parte da disputa, aumentando a esperança de retornar a uma Copa do Mundo após mais de 50 anos desde sua única participação, em 1974.

A convocação do Congo para a Copa do Mundo 2026:

GOLEIROS:
▪️Lionel Mpasi (Le Havre)
▪️Matthieu Epolo (Standard Liège)
▪️Tiomthy Fayulu (FC Noah)

LATERAIS:
▪️Aaron Wan-Bissaka (West Ham)
▪️Gédéon Kalulu (Aris Limassol)
▪️Joris Kayembe (Genk)
▪️Arthur Masuaku (Lens)

ZAGUEIROS:
▪️Axel Tuanzebe (Burnley)
▪️Chancel Mbemba (Lille) C
▪️Dylan Batubinsika (Larissa)
▪️Rocky Bushiri (Hibernian)
▪️Steve Kapuadi (Widzew Lodz)

VOLANTES:
▪️Noah Sadiki (Sunderland)
▪️Edo Kayembe (Watford)
▪️Charles Pickel (Espanyol)

MEIAS:
▪️Ngal’ayel Muaku (Lille)
▪️Sam Moutoussamy (Atromitos)

ATACANTES:
▪️Cédric Bakambu (Real Bétis)
▪️Yoane Wissa (Newcastle)
▪️Simon Banza (Al-Jazira)
▪️Theo Bongonda (Spartak Moscou)
▪️Meschack Elia (Alanyaspor)
▪️Brian Cipenga (Castellon)
▪️Fiston Mayele (Pyramids)
▪️Nathanael Mbuku (Montpellier)
▪️Gaël Kakuta (Larissa)

TEC: Sébastien Desabre

No papel, é uma seleção que não tem nenhum jogador que está em seu auge, a maioria são atletas que tiveram boas fases nos últimos anos, mas vem de temporadas abaixo, além de ser um elenco com pouca profundidade e muitos jogadores em segunda divisão europeia ou ligas alternativas.

Mas, em campo, é um time chato, forte fisicamente, bastante competitivo e que coletivamente funciona muito bem. Não atoa tirou Camarões e Nigéria da Copa, e fez uma CAN bastante digna, caindo nas oitavas para a Argélia na prorrogação. É a seleção do “1×0 e fecha a casinha”.

Retorna à Copa após 52 anos. A única e última até então, foi ainda em 1974, como Zaire, onde enfrentaram o Brasil e os jogadores foram a campo sob ameaça da ditadura de Mobutu Sese Seko.

Como dito, o elenco tem várias pessoas conhecidas, mas que já estão longe do auge, os mais famosos são Bakambu e Wan Bissaka.

Além do Masuaku, lateral que se destacou em ligas de segundo escalão europeu, atuou por anos na Premier League mas sem consolidação e agora tá no Lens, onde joga pouco; Tuanzebe, zagueiro que surgiu no United e não se firma em lugar nenhum; Mbemba, nasceu em 1994 ainda no Zaire, veterano, tem sequência no Lille e já passou por Porto e Newcastle, entre outros.

Desabre cortou alguns nomes que jogaram a CAN: Essende (Augsburg), Balikwisha (Celtic) e o principal deles, Stroeykens, do Anderlecht.

Todos do álbum da Copa foram chamados.

DESTAQUES:

▪️Cédric Bakambu (CA, 35 anos, centroavante clássico, tá velho, longe da melhor fase, mas é a principal referência e o jogador mais midiático do time. Tem 9 gols em 35 jogos na temporada)

▪️Yoane Wissa (CA, 29 anos, se a Copa fosse um ano antes, chegaria em alta, já que jogava muito no Brentford. Newcastle investiu pesado nele e assim como quase todo time na temporada, não correspondeu, só três gols)

▪️Simon Banza (CA, atacante que jogou muito e fez uma chuva de gols nas últimas temporadas por Braga e Trabzonspor. Mas na atual temporada, nos Emirados Árabes, números mais discretos, 9 gols, mas ainda razoavelmente bons)

▪️Noah Sadiki (VOL, um dos poucos do elenco que chega para a Copa em boa fase, volante de Premier League, só 21 anos e titular do Sunderland)

▪️Wan-Bissaka (LD, lateral conhecido pela passagem no United, também é titular na Premier League, mas pelo West Ham, que deve cair. Não cumpriu o potencial que se esperava dele quando chegou em Manchester, mas ainda é acima da média nesta seleção)

PROVÁVEL TIME TITULAR (4-2-3-1): Mpasi; Wan-Bissaka, Mbemba (C), Batubinsika e Masuaku; Pickel, Sadiki, Bongonda, Kakuta e Wissa; Bakambu. TEC: Desabre.

A seleção da República Democrática do Congo (RDC) integra o Grupo K da Copa do Mundo de 2026, ao lado de Portugal, Colômbia e Uzbequistão. Após uma emocionante e longa caminhada, que incluiu a repescagem intercontinental, os congoleses estão de volta ao maior torneio do futebol mundial após uma espera de 52 anos.

O Grupo K e os Adversários

O sorteio colocou a RD Congo diante de desafios de diferentes estilos táticos e técnicos:

Portugal: É a principal força do grupo, liderada pela estrela histórica Cristiano Ronaldo. O duelo promete testar a resiliência defensiva congolesa logo na estreia.

Colômbia: Conhecida por sua intensidade e talento ofensivo, é uma das equipes sul-americanas mais perigosas e figura como favorita à classificação no chaveamento.

Uzbequistão: Considerada uma seleção em ascensão e a novidade do grupo, representa o estreante da chave e um jogo fundamental para as pretensões de pontuação do Congo.

A seleção da República Democrática do Congo chega à Copa de 2026 com a expectativa de brigar pela classificação como uma das melhores terceiras colocadas, tendo chances reais de avançar para a fase de mata-mata no novo formato de 48 seleções. Embora Portugal e Colômbia apareçam como os grandes favoritos do Grupo K, os congoleses são cotados pelas casas de apostas com forte favoritismo para vencer o Uzbequistão, o que pode garantir os pontos necessários para a vaga.

Fonte: O TEMPO


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