Os Vikings Estão de Volta: Suécia Mira o Mundo em 2026

Fonte: Bola na Rede

A Suécia é uma das seleções mais tradicionais da história das Copas do Mundo. Já chegou a uma final, teve campanhas históricas nas décadas de 1950 e 1990 e revelou grandes craques como Zlatan Ibrahimović, Gunnar Nordahl e Henrik Larsson.

Estatísticas históricas da Suécia em Copas

Melhor campanha

  • vice-campeã em 1958

Maiores resultados

  • Suécia 8 x 0 Cuba (1938)

Principais colocações

  • vice em 1958
  • 3º lugar em 1950 e 1994
  • 4º lugar em 1938

A Suécia chega à Copa do Mundo de 2026 cercada de holofotes após protagonizar uma das classificações mais inacreditáveis e chamativas da história das Eliminatórias.

O Apelido: O Brilho da Blågult

Conhecida mundialmente como Blågult (Azul e Amarelo) devido às cores vibrantes de sua bandeira e de seu uniforme tradicional, a seleção sueca também carrega a mística dos “Vikings”. O apelido reflete o espírito guerreiro e a força física característicos do futebol escandinavo.

A Suécia teve uma das classificações mais improváveis para a Copa do Mundo FIFA 2026.

Nas eliminatórias europeias, os suecos fizeram campanha muito ruim no Grupo B, terminando na última colocação, sem vencer nenhum dos seis jogos contra Suíça, Kosovo e Eslovênia.

Mesmo assim, a Suécia conseguiu uma vaga na repescagem graças ao desempenho anterior na Liga das Nações da UEFA.

Na repescagem:

  • venceu a Ucrânia por 3 a 1 na semifinal, com hat-trick de Viktor Gyökeres;
  • depois derrotou a Polônia por 3 a 2 na final, garantindo a vaga com gol decisivo de Gyökeres no fim da partida.

OS 26 SELECIONADOS, PARA A DISPUTA DA COPA DO MUNDO 2026, COM A SUÉCIA:

GOLEIROS:

▪️Viktor Johansson (Stoke City)

▪️Kristoffer Nordfeldt (AIK)

▪️Jacob Zetterström (Derby County)

LATERAIS:

▪️Emil Holm (Juventus)

▪️Daniel Svensson (Borussia Dortmund)

▪️Gabriel Gudmundsson (Leeds United)

ZAGUEIROS:

▪️Victor Lindelof (Aston Villa)

▪️Carl Starfelt (Celta de Vigo)

▪️Gustaf Lagerbielke (Braga)

▪️Isak Hien (Atalanta)

▪️Hjalmar Ekdal (Burnley)

VOLANTES:

▪️Jesper Karlstrom (Udinese)

▪️Eric Smith (St. Pauli)

▪️Besfort Zeneli (Union St. Gilloise)

MEIAS:

▪️Yasin Ayari (Brighton)

▪️Mattias Svanberg (Wolfsburg)

▪️Lucas Bergvall (Tottenham)

ATACANTES:

▪️Viktor Gyökeres (Arsenal)

▪️Alexander Isak (Liverpool)

▪️Anthony Elanga (Newcastle)

▪️Benjamin Nygren (Celtic)

▪️Elliot Stroud (Mjallby)

▪️Taha Ali (Malmo)

▪️Gustaf Nilsson (Brugge)

▪️Alexander Bernhardsson (Holstein Kiel)

▪️Ken Sema (Pafos)

TEC: Graham Potter

TRÊS AUSÊNCIAS PESADAS, que também são os três que estão no álbum da Copa e não vão:

▪️Kulusevski (do Tottenham, a maior de todas, lesionado)

▪️Roony Bardghji (Jovem meia do Barcelona, com baixo desempenho na temporada e pouco testado no ciclo, ficou de fora por opção técnica)

▪️Hugo Larsson (meia do Frankfurt, muito valorizado, e também bastante usado no ciclo, surpreende e fica fora por opção de Potter)

Diferente da Bósnia, aqui há uma pequena valorização da Liga Local, três jogadores, incluindo um representante do atual campeão, o Mjallby, zebra histórica.

▪️Suécia chegou à Copa mesmo com uma péssima campanha nas eliminatórias, 2 pontos de 18 e lanterna do grupo, desempenho pior que o de seleções como Bulgária, Armênia, Lituânia e Estônia. Mas, graças a campanha na Nations, foi aos Playoffs e ganhou os jogos que tinha que ganhar.

▪️O desempenho culminou em troca de treinador. John Dahl Tomasson, o bom ex jogador do Milan, caiu na 4° rodada, dando lugar ao Graham Potter, que começou meio mal, mas venceu os dois jogos decisivos depois.

▪️Bastantes substituições em relação aos que estiveram nos dois últimos jogos das eliminatórias, que a Suécia jogou bastante desfalcada. Oito mudanças no total. Os principais retornos são o do goleiro titular, Johansson e do Isak.

REMANESCENTES DE 2018: Nordfeldt (37 anos) e  Lindelof (31 anos)

DESTAQUES:

▪️Viktor Gyökeres (CA, destaque do Arsenal, vivendo grande momento e sendo principal jogador da Suécia)

▪️Alexander Isak (CA, mesmo lesionado boa parte da temporada, é um cara que pode fazer a total diferença em uma Copa)

▪️Anthony Elanga (PE, Newcastle pagou uma nota nele e ele não vem correspondendo ao investimento. Mas não deixa de ser um dos jogadores acima da média)

▪️Benjamin Nygren (CA, temporada goleadora no Celtic, pode ameaçar a titularidade de Isak. Já foi o titular nos dois jogos que classificaram a Suécia)

▪️Victor Lindelof (ZAG, o vovô e líder do time, atuou por anos no United, com uma certa regularidade. Agora, mais experiente, é a referência defensiva da Suécia)

▪️Svensson (LE, lateral titular do Borussia Dortmund, no esquema de Graham Potter, joga como ala, pela direita)

▪️Graham Potter (TEC. Claro, não dava para deixar de falar dele, Potter, que se destacou treinando o Brighton e depois chegou ao Chelsea e ao West Ham, onde não deixou saudades, com sua linha de três. O que poucos lembram, é que ele já tem forte ligação com a Suécia, assumiu o Östersund na 4° divisão sueca, em 2011 e o deixou na UEFA Europa League, em 2018.

PROVÁVEL TIME TITULAR NA COPA (3-4-2-1): Johansson; Hien, Lindelof, Langerbielke (Starfelt); Johansson, Karlstrom, Ayari e Gudmundsson; Elanga e Isak (Nygren); Gyökeres. TEC: Graham Potter

E que azar do Ibra, desde 2010, a seleção se classificou logo para as duas que ele não estava à disposição. Se aposentou com o mesmo número de gols do Gabriel Jesus em Copa.

A Suécia está no Grupo F da Copa do Mundo FIFA 2026 ao lado de: Holanda, Japão e Tunísia. A Holanda aparece como principal força, enquanto Suécia e Japão devem disputar diretamente a segunda vaga para o mata-mata. A Tunísia corre por fora e pode complicar qualquer jogo. O grupo promete equilíbrio, intensidade e jogos bastante disputados.

A Suécia chega para a Copa do Mundo FIFA 2026 como uma das seleções mais perigosas fora do grupo de favoritas. Não entra com status de candidata ao título, mas tem elenco para incomodar gigantes e buscar ao menos quartas de final.

O principal motivo é o ataque. A dupla Alexander Isak e Viktor Gyökeres vive grande fase no futebol inglês e forma um dos ataques mais fortes da Copa.

O que esperar na prática:

  • cenário otimista: surpresa da Copa e quartas de final;
  • cenário realista: oitavas de final;
  • cenário ruim: eliminação na fase de grupos se a defesa falhar.

Muita gente vê a Suécia como aquela “seleção chata de enfrentar” típica de Mundial: organizada, intensa e com atacantes capazes de decidir qualquer jogo.

Fonte: CNN Brasil


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