Fechando a semana do basquete nessa sexta (20), a águia correu atrás do placar durante todo o jogo, mas acabou sendo superada por 103 × 95, em casa

Diante de 1473 pessoas presentes na Farma Conde Arena, a equipe joseense sofreu após fazer um primeiro quarto ruim, 28 × 6. Mesmo com os 40 pontos e 4 assistências de Adyel, recorde da temporada e primeiro jogador desde Diego Figueredo a terminar com 40 pontos, o destaque não foi o suficiente para reverter o placar. O ala americano Clark, do Corinthians, terminou com 35 pontos e 9 bolas de três.
MARCELO VIDO
Ídolo da equipe, presente no quinteto bicampeão paulista e campeão brasileiro, além de ser campeão sul-americano pela equipe do Sírio, além disso, é o único jogador brasileiro a disputar quatro finais de Mundiais Interclubes, com destaque para a histórica conquista do título mundial em São Paulo, em 1979. Em entrevista, o ex-jogador exaltou o carinho pela cidade:

“O carinho que tenho pela cidade é muito grande, foi o melhor período da minha carreira no basquete. Jogar com a torcida de São José sempre foi muito bom, é uma torcida que gosta, vive e, acima de tudo, entende de basquete. Isso não é em todo lugar que tem.”
PARTIDA
Sem Douglas dos Santos e McClanahan Cris precisou mexer na equipe para continuar na briga entre os oito primeiros, começou a partida com: Cauê, Adyel, Malcolm Miller, Léo Cravero e Anderson Rodrigues
Em boa fase na competição, o Corinthians de Jece Leite foi a quadra com: Elinho, Davaunta Thomaz, Clark, Lucas Cauê e Victão.
100% nos arremessos para três, o timão começou a partida calibrada, acertando os quatro arremessos que tentaram para fazer Cris parar o jogo com apenas dois minutos, 12 x 0. Mesmos com os ajustes, São José não encontrava respostas para parar o ataque do Corinthians, que se manteve quase perfeito, o treinador joseense parou novamente o jogo, mas não foi o suficiente para diminuir a desvantagem. Fim de primeiro quarto, 28 x 6.
São José voltou melhor, impondo um ritmo forte, Adyel e João Nickel, com quatro pontos cada, conseguiam passar pela defesa adversária, o que fez Jece parar o jogo pela primeira vez, 34 x 16. A partida ficou mais equilibrada após a parada, com o ritmo mais baixo, as equipes trocavam cestas, mas Adyel estava disposto a buscar o placar, e após uma bola de três, fez Jece parar o jogo a três minutos do fim, 45 x 32. O jogo voltou quente, em discussão iniciada por uma cotovelada não marcada pelos juízes, Léo Cravero foi expulso, Cris levou uma falta técnica e a torcida incendiou a arena, a equipe corinthiana administrou o placar. Fim de primeiro tempo, 55 x 37.
Adyel voltou do intervalo disposto a buscar o placar e trazer a torcida abaixo, o armador estava imparável, com 12 pontos seguidos, diminuiu a vantagem para apenas três pontos, 57 × 54. O treinador corinthiano parou a partida para esfriar os nervos da torcida, o que fez efeito, a equipe conseguiu frear a reação joseense para voltar a ter vantagem no placar, mas com uma grande corrida no final, São José voltou a encostar no placar. Fim do terceiro período, 73 × 68.
O quarto decisivo começou da maneira que os torcedores esperavam, cravada de Anderson e corrida para se aproximar no placar. Adyel comandava a águia, mas os adversários seguiam calibrados nos arremessos de três, e puniam a defesa joseense, que parou o jogo após Victão acertar e silenciar a torcida, 90 × 81. Mesmo com os ajustes, os visitantes dominavam os rebotes e administravam o ritmo da partida, sem dar chances de reação. Fim de partida, 102 x 95.
Em entrevista pós jogo, Adyel exaltou a resiliência da equipe, mesmo após o primeiro quarto ruim, e exaltou o coletivo acima de sua grande performance:
“A gente não começou da forma que a gente queria, a gente acabou errando alguns arremessos que a gente costuma acertar, mas o importante foi a nossa resiliência. Sobre o meu desempenho, eu fico feliz em poder ajudar a equipe. Eu trabalho muito todos os dias para que, quando chegar no jogo, as coisas aconteçam naturalmente. Mas eu sempre falo: o destaque é o grupo, se o grupo não corre junto, se o grupo não defende junto, o individual não aparece”.
A equipe volta à quadra no próximo domingo (22), quando tem o clássico do interior contra Mogi, no ginásio Hugo Ramos, às 17 horas.
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