Armador do Mr Moo São José Basketball, Cauê Verzola passou por grandes mudanças na carreira até retornar a equipe como capitão

Natural de Franca, Cauê começou a carreira na capital do basquete aos 11 anos em uma escolinha de basquete da cidade, e foi no time de Franca que iniciou sua carreira no profissional, em 2008, jogando como ala, na equipe de Hélio Rubens.
“Eu sempre trabalhei principalmente com o Hélio Rubens lá em Franca no começo da minha carreira profissional, eu jogava nas posições aberto. As posições de um, dois, três, ele insistia muito para a gente saber primeiro saber onde estava os outros jogadores na quadra e saber todas as jogadas, todas as posições, isso sempre foi muito importante”.

“Eu tive a sorte também, de no começo da minha carreira jogar com o Helinho e o Demétrius, dois grandes armadores da história do nosso país e eu aprendi muito, pude absorver muita coisa. E carrego comigo também sempre essa característica de ser um cara que me preocupo com outras pessoas, eu gosto, tenho alegria e felicidade de servir, de passar a bola para os meus companheiros. Eu tenho uma alegria fora da quadra de poder ajudar as pessoas quando possível”
Após Franca, Cauê foi aos poucos mudando de posição, com passagens por Assis e Lins e a seleção brasileira no mundial de basquete sub-19, mas foi em 2014, que realmente veio a mudança.
“Então em um ano em Caxias, o técnico era o Rodrigo, há dois anos em 2012 o Broca, Lauriberto Broca, já tinha mencionado comigo em questão de jogar de armador e tudo mais, mas efetivamente o Rodrigo Barbosa em Caxias do Sul disse que estava pensando nessa possibilidade para uma próxima temporada e perguntou o que eu achava. Acho que ele já também deve ter percebido algumas características importantes com os treinamentos quando eu jogava em Caxias e eu pude participar do meu torneio como armador, a Liga Ouro em 2015, pelo Caxias do Sul, e eu graças a Deus fiz um uma ótima competição”.

Com médias de 14,1 pontos, 5,5 rebotes, 6,8 assistências e 33 minutos em quadra, Cauê foi o MVP da competição. E então veio o grande convite do então treinador inteirino, a proposta para ser armador de São José, e afirmou na época, não ter pensado duas vezes quando recebeu a proposta.
“O Cris, que atualmente é o nosso técnico também, ele me deu a primeira oportunidade no adulto como armador. Responsabilidade muito maior do maior passo da minha carreira naquele momento. E desde então sempre tentei potencializar as características que eu tenho e adicionar algumas outras que também são importantes”.
O encaixe foi imediato, mesmo não sendo o favorito no paulista, São José foi avançando na competição e chegou na final para enfrentar Mogi, uma das equipes mais estreladas no cenário nacional. Com 5 mil torcedores no ginásio Hugo Ramos em Mogi das Cruzes para assistir a decisão, a equipe não se intimidou para conquistar seu quinto título paulista.
No NBB, o armador teve médias de 5,2 pontos, 3,8 rebotes e 3,8 assistências em 25 minutos em quadra.

A passagem por São José durou apenas uma temporada, depois vieram Campo Mourão, o retorno a Caxias do Sul, Bauru, Fortaleza, a terceira passagem por Caxias, Unifacisa, Vasco e Pato até retornar depois de 10 anos, a São José.
Ao todo, foram nove temporadas até o retorno, com médias de 6,3 pontos, 4,2 rebotes e 3,4 assistências e duas participações no jogo das estrelas.

“De lá para cá eu pude desenvolver principalmente na posição um, em formas de liderar as equipes e de atuar, então eu me vejo hoje como outra pessoa, outro atleta, E sigo nesse processo de evolução, muito mais experiente, mais pronto e preparado para assumir as responsabilidades que a gente tem dentro da equipe”
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