Em um Beira Rio pulsante, o clássico entregou tudo o que se espera de um Gre-Nal: tensão, heróis improváveis e a mística que persegue o futebol.
Desde o apito inicial, ficou muito claro que o técnico Pezzolano havia estudado de fato o seu adversário. Com uma marcação alta e transições objetivas, ele conseguiu neutralizar o meio campo da equipe gremista, criando jogadas perigosas desde os primeiros segundos de partida, causando pânico na defesa gremista. A postura do time refletiu a intensidade exigida pelo treinador, que parece estar encontrando o equilíbrio entre a solidez defensiva e o aproveitamento das chances criadas.
Abrindo o meio de campo da equipe colorada, o contestado volante Ronaldo foi um verdadeiro “soldado” em campo. Com uma leitura de jogo impecável, ele não apenas protegeu a zaga, mas foi o responsável por ditar o ritmo da saída de bola, vencendo a maioria dos duelos físicos e garantindo a superioridade numérica do Inter nos setores críticos.
Na frente, Borré justificou o investimento colorado. Mais do que a presença de área, o atacante colombiano foi um operário. Sua movimentação constante atacando o espaço e arrastando a marcação, foi determinante para abrir espaços na defesa adversária, gerando perigo ao gol gremista. Sua atuação foi coroada pela combatividade, mostrando que, em clássicos, o talento precisa estar acompanhado de suor.
Mas como o futebol adora roteiros irônicos, o Beira Rio foi palco de mais um. Edenilson, que por anos foi protagonista com a camiseta vermelha do Inter, desta vez foi o carrasco no território que conhece tão bem. Após bola alçada na área colorada, o goleiro Rochet falha ao sair do gol, e a bola sobra limpa para Edenilson, sem goleiro, balançar as redes e aplicar a “Lei do Ex”.
O Gre-Nal 449 mostrou um Inter que sabe sofrer sem se perder, e um Grêmio que, apesar de cirúrgico com Edenilson, ainda carece de resistência defensiva quando pressionado nas cordas.
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