Lionel Messi encerrou nesta terça-feira (6) sua trajetória com a seleção argentina em uma noite histórica no Estádio Monumental de Núñez, em Buenos Aires. Aos 39 anos, o camisa 10 marcou de pênalti e deu duas assistências na vitória por 3 a 0 sobre Benin, diante de mais de 85 mil torcedores. O jogo marcou sua 208ª e última partida pela Argentina e fechou um ciclo de 21 anos com a seleção principal.

Foto: Reprodução
A história de Messi com a camisa argentina começou em 2005, depois de deixar Rosario ainda adolescente para desenvolver sua carreira no Barcelona. Pelo clube espanhol, tornou-se um dos maiores jogadores de todos os tempos, acumulando títulos, recordes e oito Bolas de Ouro. Pela seleção, porém, o caminho foi mais difícil: perdeu finais da Copa América de 2007, 2015 e 2016 e a Copa do Mundo de 2014, sendo frequentemente comparado a Diego Maradona e criticado por não conquistar títulos com a equipe principal. Em 2016, chegou a anunciar uma aposentadoria da seleção, mas voltou meses depois.
A virada definitiva veio sob o comando de Lionel Scaloni. Messi conquistou a Copa América de 2021, a Finalíssima de 2022, a Copa do Mundo do Catar em 2022 e a Copa América de 2024, transformando a relação com os torcedores argentinos e consolidando seu lugar entre os maiores ídolos do país. Em 31 de agosto de 2026, após a derrota da Argentina na final da Copa do Mundo, Messi anunciou que deixaria a seleção.
Na despedida, emocionado, Messi agradeceu aos torcedores e afirmou que encerrar sua trajetória daquela maneira era o que sempre havia sonhado. O argentino deixa a seleção como recordista e campeão mundial, mas sua carreira profissional ainda não terminou: ele permanece no Inter Miami CF, com contrato até o fim da temporada de 2028. A despedida da Argentina, porém, marca o fim de uma era que começou com um garoto de Rosario e termina com um dos maiores jogadores que o futebol já produziu.
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