
A Fórmula 1 retornou das férias de verão europeu exatamente como havia deixado o campeonato: com a McLaren no topo. Lando Norris venceu neste domingo o GP da Holanda, em uma corrida intensa e movimentada em Zandvoort, marcada pela disputa pela liderança, pelo jogo de equipe da Mercedes, pela batalha entre os pilotos da Ferrari e por um início caótico para Max Verstappen diante de sua torcida.
A chuva, que caiu pouco antes da largada, foi um dos grandes personagens do começo da prova. Embora tenha parado antes do sinal verde, o asfalto de Zandvoort permaneceu molhado e traiçoeiro, criando condições perigosas para os pilotos nas primeiras voltas.
Gabriel Bortoleto também sentiu as dificuldades logo na largada. O brasileiro não teve uma boa saída, perdeu posições e acabou fazendo uma prova de recuperação.
Max Verstappen, o grande ídolo da torcida holandesa, teve sua corrida comprometida. O piloto da casa perdeu o controle do carro logo no início e bateu, em um incidente influenciado pelas condições escorregadias da pista. A batida provocou uma longa interrupção e deixou o público laranja em silêncio, encerrando de forma frustrante a participação de Verstappen na última corrida da Fórmula 1 em Zandvoort.
A paralisação, que durou quase meia hora, mudou completamente o cenário da prova. No retorno à pista, Andrea Kimi Antonelli cresceu na corrida e passou a pressionar Norris. O jovem italiano transformou a prova em uma perseguição constante, aproximando-se da McLaren e mantendo o líder sob pressão durante boa parte das voltas finais.
Mercedes aposta no jogo de equipe e Russell reclama antes de ceder posição
A Mercedes também viveu momentos de tensão em Zandvoort. George Russell e Andrea Kimi Antonelli protagonizaram uma situação delicada nas voltas finais, quando a equipe decidiu inverter as posições para favorecer Antonelli.
Russell, que ocupava a segunda posição, recebeu a ordem para permitir a passagem do companheiro. O piloto inglês não escondeu a insatisfação e questionou a decisão pelo rádio, já que também brigava diretamente por um lugar no pódio.
A situação deixou claro o jogo de equipe da Mercedes. Antonelli vinha com pneus mais novos e apresentava melhor ritmo, enquanto Russell enfrentava maior desgaste. Diante do cenário, a equipe decidiu priorizar a estratégia coletiva e a melhor posição possível para seus dois carros.
Russell acabou obedecendo e cedeu a segunda colocação. Antonelli terminou em segundo, enquanto o inglês conseguiu manter o terceiro lugar e completou um importante pódio duplo para a Mercedes.
Após a corrida, Russell reconheceu que, apesar da reclamação no calor do momento, a decisão foi correta. O episódio mostrou que, em Zandvoort, a Mercedes precisou administrar não apenas a disputa contra os adversários, mas também a competitividade entre seus próprios pilotos.
Próxima parada: Itália
Agora, a Fórmula 1 vira a página e parte para mais um capítulo decisivo da temporada. Daqui a duas semanas, o Mundial desembarca em Monza para o GP da Itália, 13ª etapa do campeonato de 2026.
A corrida será especialmente importante para Andrea Kimi Antonelli, que chega à Itália embalado pelo segundo lugar em Zandvoort e pela liderança do campeonato. O jovem italiano correrá diante de sua torcida e terá a oportunidade de ampliar sua vantagem na classificação.
A Ferrari, por sua vez, chega a Monza pressionada por uma resposta. Depois do duelo entre Lewis Hamilton e Charles Leclerc nas últimas voltas do GP da Holanda, a equipe italiana terá diante de sua torcida uma das etapas mais importantes do calendário. A expectativa será saber se os ferraristas conseguirão transformar a velocidade demonstrada em Zandvoort em uma ameaça real à McLaren e à Mercedes.
Depois da última dança em Zandvoort, Monza promete outro espetáculo de velocidade, estratégia e emoção. E, com Antonelli defendendo a liderança e a Ferrari buscando protagonismo em casa, a 13ª etapa pode ser decisiva para os rumos da temporada.
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