No futebol atual, a prorrogação não deveria existir!

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Betto Andrade

Pra contar a minha análise, e ainda mais vendo os jogos da Copa, preciso explicar de onde veio a ideia deste tempo extra.

A prorrogação de futebol surgiu no fim do século 19 e foi utilizada pela primeira vez durante a Copa da Inglaterra em 1875.

Naquela época, a prorrogação consistia em 30 minutos contínuos de jogo, sem intervalos. Se ainda terminasse empatado, um novo jogo seria agendado para um ou dois dias depois.

A prorrogação foi oficialmente instituída pela International Football Association Board (IFAB) para evitar empates em partidas decisivas, especialmente em finais de torneios.

Com o passar do tempo, as regras foram ajustadas e, atualmente, a prorrogação consiste em dois períodos de 15 minutos cada, com um intervalo curto entre eles.

Se o empate persistir após esses 30 minutos adicionais, a partida é decidida por cobranças de pênaltis.

Mas nos tempos atuais, vou dizer de achismo, uns 90% dos jogos com tempo extra, viram aqueles “acordos de compadres” – quase ninguém joga para vencer na prorrogação!

Além disso, existe um desgaste físico absurdo. A Copa de 2026 sendo realizada no fim da temporada europeia, onde o calendário está sendo apertadíssimo pros atletas (Euro e Copa América 2024, Mundial de Clubes 2025) onde tiveram poucas férias.

Um jogador de elite já disputa entre 50 e 70 partidas por temporada. Acrescentar meia hora de esforço máximo pode comprometer não apenas aquele jogo, mas também as partidas seguintes. O espetáculo perde qualidade justamente quando deveria atingir seu ponto alto.

Há ainda uma questão de justiça esportiva. Se os pênaltis são aceitos como forma legítima de decidir um campeão, por que obrigar jogadores esgotados a disputar meia hora em ritmo reduzido antes disso? Em muitos casos, a prorrogação não escolhe o melhor time; apenas aumenta a chance de uma lesão ou de um gol fruto do desgaste extremo.

Minhas sugestões (da minha cabeça):

Tirar de vez o tempo extra, aumentar os acréscimos do segundo tempo (em caso de empate) e ir direto pros pênaltis;

Reduzir drasticamente o acréscimo do segundo tempo e ter apenas 15 minutos de prorrogação com mais substituições extras;

Confesso que sou fã do gol de ouro, que perdurou durante uma década, onde quem fazia o primeiro gol na prorrogação era o vencedor, mas entendo que pra hoje em dia não teria mais lógica (até porque Cabo Verde empatou com a Argentina no tempo extra).

Mas se aumentaram as substituições, colocaram pausa de hidratação, o VAR, o impedimento semi-automático, as novas regras anti “cai cai” para a arbitragem, é preciso rever a questão e priorizar o físico dos atletas, o que evidencia o espetáculo.


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