Lionel Messi – Quando o futebol vira poesia

Lionel Messi em jogo contra a Áustria na Copa do Mundo de 2026. Foto: Divulgação /Fifa.com

Creio eu que, em toda a minha vida, minhas retinas jamais serão capazes de captar o que vi nos últimos dezesseis anos. Um misto de inteligência, criatividade, improviso e um refino técnico poucas vezes contemplado no mundo do futebol, que pode ser resumido em nome e sobrenome. Lionel Messi.

Como tanto talento e genialidade cabem em 1,69cm de altura? Se é que existe tamanho prévio para isso. O maior jogador pós Pelé ainda nos dá a graça de vê-lo desfilar em campo, cada vez mais próximo de completar 39 anos, o argentino joga com um sorriso de menino, aquele mesmo menino que marcaria seu primeiro gol em Copa do Mundo contra Sérvia e Montenegro na Alemanha.

Passados vinte anos de seu primeiro gol em Copa do Mundo, Lionel Messi, após fazer um hat-trick contra a Argélia na primeira rodada e se igualar a Miroslav Klose como maior artilheiro do torneio, crava mais dois contra a Áustria na segunda rodada e o ultrapassa de vez, com dezoito gols marcados na competição.

Lionel Andrés Messi talvez seja o último lapso de genialidade com bola nos pés, na medida que o futebol, especialmente o sul-americano, passa por uma espécie de padronização copiando o futebol europeu, um argentino de Rosário nos mostra a essência do futebol como é.

É visível sua alegria, mesmo sendo hoje o jogador com mais títulos na história,mais partidas em Copas do Mundo, mais recordes batidos, ele quer mais. Querer é poder – e ele sabe que pode.

Obrigado gênio.


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