
Fonte Le National
O Haiti teve sua única participação em Copa do Mundo em 1974, na Alemanha Ocidental. Mesmo sem avançar de fase, a seleção haitiana entrou para a história ao representar o Caribe em um dos maiores palcos do futebol mundial.
Naquela edição, o Haiti marcou um momento inesquecível ao balançar as redes contra a Itália, quebrando uma longa sequência sem sofrer gols do lendário goleiro Dino Zoff. Desde então, a seleção haitiana busca retornar ao Mundial e continua sendo símbolo de orgulho e paixão para o futebol do país.
A seleção do Haiti é conhecida como “Les Grenadiers” (“Os Granadeiros”, em francês). O apelido faz referência aos soldados haitianos que lutaram pela independência do país, simbolizando coragem, resistência e espírito de batalha.
No futebol, o nome representa a garra e a determinação da seleção haitiana dentro de campo, carregando um forte orgulho nacional e a identidade histórica do Haiti.
O Haiti fez uma campanha histórica nas Eliminatórias da Concacaf para a Copa do Mundo de 2026. Demonstrando superação e muita determinação, os haitianos garantiram a classificação após liderarem o Grupo C e conquistarem vitórias decisivas contra seleções tradicionais da região.
Mesmo enfrentando dificuldades e atuando suas partidas “em casa” em campo neutro, o Haiti mostrou força coletiva e um futebol competitivo. O atacante Duckens Nazon foi um dos grandes destaques da campanha, ajudando os “Les Grenadiers” a retornarem ao Mundial pela primeira vez desde 1974.
A convocação do Haiti para a Copa do Mundo 2026:
Primeiro adversário do Brasil com os jogadores selecionados.
GOLEIROS:
▪️Johnny Placide (Bastia)
▪️Alexandre Pierre (Sochaux)
▪️Josué Duverger (Cosmos Koblenz)
LATERAIS:
▪️Carlens Arcus (Angers)
▪️Wilguens Paugain (Zulte Waregem)
▪️Martin Expérience (Nancy)
▪️Duke Lacroix (Colorado Springs Switchbacks)
ZAGUEIROS:
▪️Hannes Delcroix (Lugano)
▪️Ricardo Adé (LDU)
▪️Jean-Kévin Duverne (Gent)
▪️Keeto Thermoncy (Young Boys)
VOLANTES:
▪️Danley Jean-Jacques (Philadelphia Union)
▪️Leverton Pierre (Vizela)
▪️Dominique Simon (Tatran Presov)
MEIAS:
▪️Jean-Ricner Bellegrade (Wolverhampton)
▪️Carl Sainté (El Paso Locomotiv)
▪️Pierre Woodensky (Violette)
ATACANTES:
▪️Wilson Isidor (Sunderland)
▪️Lenny Joseph (Ferencváros)
▪️Ruben Providence (Almere City)
▪️Frantzdy Pierrot (Rizespor)
▪️Duckens Nazon (Esteghlal)
▪️Yassin Fortuné (Vizela)
▪️Derrick Etienne Jr. (Toronto FC)
▪️Louicius Deedson (FC Dallas)
▪️Josué Casimir (Auxerre)
TEC: Sébastian Migné
Seleção que também vem para passear e provavelmente deve perder todos os jogos, mas com dignidade, não é mais o saco de pancadas que foi na Copa América 2016. Só de terem se classificado para a Copa, após 52 anos, já está ótimo.
Fora dois ou três jogadores um pouco melhores, o elenco é limitado e curto. Muitos jogadores de ligas fora do eixo (Irã, Eslováquia, o próprio Haiti, segundona dos EUA, segunda divisão de França, Portugal e Países Baixos…) e muitos dos que jogam em ligas um pouco melhores não são destaques.
Mas ainda assim tem méritos, deixou Honduras e Costa Rica para trás nas eliminatórias, mas sempre que pega uma seleção um pouco melhor, sofre. Tomaram 5×1 para Curação, por exemplo.
O técnico, Migné, é um verdadeiro aventureiro da bola, já passou por Omã, os dois Congos, Quênia, Guiné Equatorial, o 10° colocado da Liga Sul-africana e desde 2024, comanda o Haiti.
Só duas ausências do álbum: Metusala e Attys.
DESTAQUES:
▪️Wilson Isidor (CA/PD, reforço de última hora, francês que se naturalizou agora em março, jogador de Premier League. Foi importante no acesso do Sunderland na temporada passada. Na atual temporada, tem um desempenho razoável na Premier League)
▪️Bellegrade (MC, outro jogador de Premier League, por mais que no rebaixado Wolves. Foi titular lá e deve ser um dos “sobreviventes” deste time que caiu, tem mercado ainda na Premier)
▪️Lenny Joseph (CA, centroavante com 16 gols no futebol húngaro na temporada, e que mesmo assim é reserva na Seleção)
▪️Duckens Nazon (CA, está em baixa no futebol iraniano, mas é o maior artilheiro da história do Haiti, com 44 gols em 80 jogos. Jogou contra o Brasil em 2016)
▪️Ricardo Adé (ZAG, zagueiro já conhecido dos brasileiros, campeão da Sul-americana com a LDU e capitão da Seleção Haitiana)
PROVÁVEL TIME TITULAR (4-3-3): Placide; Arcus, Adé (C), Duverne e Experiénce; Jacques, Pierre e Bellegrade; Isidor, Nazon e Pierrot. TEC: Migné
O Haiti está no Grupo C da Copa do Mundo de 2026, dividindo a chave com o Brasil, Marrocos e Escócia. Após 52 anos desde sua única participação em 1974, a seleção caribenha chega ao torneio sob o comando do francês Sébastien Migné com o status de grande azarão.
Os detalhes do grupo e o perfil de cada adversário:
Brasil: Cinco vezes campeão mundial e o grande favorito a avançar na liderança da chave. A Seleção Brasileira desponta com amplo favoritismo técnico devido ao peso de sua camisa e constelação de estrelas internacionais.
Marrocos: Semifinalista na edição de 2022, a equipe africana conta com um elenco altamente competitivo e taticamente rigoroso. É apontada como a principal força para disputar o topo do grupo com o Brasil.
Escócia: Retorna ao torneio após uma longa ausência (sua última participação foi em 1998). Conhecida pelo futebol de forte imposição física e intensidade, a seleção britânica será a adversária de estreia dos haitianos em 13 de junho.
A Seleção Haitiana chega à Copa do Mundo de 2026 com o status de grande azarão e com a missão de somar seu primeiro ponto na história dos mundiais. Após 52 anos longe do torneio, “Les Grenadiers” entram em campo sem a pressão de grandes expectativas, jogando para orgulhar seu povo e superar a campanha de sua única participação em 1974.

Fonte: Itatiaia
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