“A zebra da Oceania quer brilhar na Copa”

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Fonte: Flashscore

A Nova Zelândia disputou duas Copas do Mundo (1982 e 2010) e carimbou a sua vaga para a Copa do Mundo de 2026. A seleção masculina de futebol do país é conhecida internacionalmente como All Whites (Tudo Brancos), em alusão ao uniforme totalmente branco adotado em oposição à equipe nacional de rugby (os All Blacks).

Campanhas da Nova Zelândia em Copas do Mundo

Apesar de nunca ter avançado além da primeira fase e de ainda buscar a sua primeira vitória na história da competição, a Nova Zelândia protagonizou uma das trajetórias mais curiosas do futebol moderno

  • Espanha 1982 (Eliminada na Fase de Grupos): Foi a estreia absoluta da equipe. A campanha foi extremamente difícil: os neozelandeses perderam os três jogos da primeira fase contra a Escócia (5 a 2), a União Soviética (3 a 0) e o Brasil (4 a 0).
  • África do Sul 2010 (Eliminada na Fase de Grupos): A equipe liderada em campo pelo zagueiro Winston Reid chocou o planeta com uma campanha histórica e invicta. Somou três empates surpreendentes contra Eslováquia (1 a 1), a então campeã mundial Itália (1 a 1) e o Paraguai (0 a 0). A Nova Zelândia terminou eliminada em terceiro lugar, mas ostentou o título de única seleção a não perder nenhum jogo naquela Copa.

A Campanha para a Copa de 2026: Domínio Absoluto

Pela primeira vez na história, a Confederação de Futebol da Oceania (OFC) recebeu uma vaga direta para o Mundial. A Nova Zelândia confirmou o favoritismo absoluto e avançou de forma invicta, com 100% de aproveitamento.

Segunda Fase (Fase de Grupos)

A Nova Zelândia entrou diretamente na fase de grupos da Oceania, liderando o Grupo A com facilidade:

  • Nova Zelândia 3 x 0 Taiti
  • Vanuatu 1 x 3 Nova Zelândia
  • Samoa 0 x 8 Nova Zelândia

Fase Final (Mata-Mata em Auckland)

Os jogos decisivos foram disputados em solo neozelandês, no Estádio Eden Park, em março de 2025:

Semifinal: Vitória tranquila contra Fiji por 5 a 1.

Final: Goleada por 3 a 0 sobre a Nova Caledônia, garantindo oficialmente o retorno do país à Copa do Mundo após 16 anos de ausência.

Estatísticas de Destaque

  • Ataque avassalador: O time marcou 22 gols em apenas 5 partidas.
  • Defesa sólida: A equipe sofreu apenas 2 gols em todo o torneio.
  • Artilheiro: O atacante e capitão Chris Wood (do Nottingham Forest) foi o grande destaque da campanha, terminando como o maior goleador das eliminatórias da OFC.

A CONVOCAÇÃO DA NOVA ZELÂNDIA PARA A COPA DO MUNDO 2026:

GOLEIROS:

▪️Max Crocombe (Millwall)

▪️Alex Paulsen (Lechia Gdansk)

▪️Michael Woud (Auckland FC)

LATERAIS:

▪️Tim Payne (Wellington Phoenix)

▪️Callan Elliot (Auckland FC)

▪️Liberato Cacace (Wrexham)

ZAGUEIROS:

▪️Tyler Bindon (Sheffield United)

▪️Tommy Smith (Baintree Town)

▪️Michael Boxall (Minesotta United)

▪️Finn Surman (Portland Timbers)

▪️Francis De Vries (Auckland FC)

▪️Nando Pijnaker (Auckland FC)

VOLANTES:

▪️Joe Bell (Viking)

▪️Marko Stamenić (Swansea)

▪️Alex Ruffer (Wellington Phoenix)

MEIAS:

▪️Ryan Thomas (Zwolle)

▪️Matt Garbett (Peterborough United)

▪️Sarpreet Singh (Wellington Phoenix)

▪️Lachlan Bayliss (Newcastle Jets)

ATACANTES:

▪️Chris Wood (Nottingham Forest)

▪️Ben Old (Saint-Étienne)

▪️Elijah Just (Motherwell)

▪️Callum McCowatt (Silkeborg)

▪️Ben Waine (Port Vale)

▪️Jesse Rendall (Auckland FC)

▪️Kosta Barbarouses (WS Wanderers)

TEC: Darren Bazeley

Seleção que, sinceramente, vem para passear na América do Norte, em sua terceira participação em Copa. Passou fácil nas eliminatórias da Oceania, mas nos amistosos desde então: duas vitórias (contra Costa do Marfim e Chile), SETE DERROTAS e um empate (contra a Noruega, já está melhor que a Itália).

Mas, nunca se sabe, em uma Copa do Mundo tudo pode acontecer. Em 2010, empataram com a Itália campeã do mundo, por exemplo e saíram invictos da competição.

O time tem vários jogadores com dupla nacionalidade, desde indiano, italiano, sérvio, estadunidense, nerlandês e britânico.

Como já devem saber, a liga neozelandesa é composta por times e jogadores amadores, portanto não há nenhum representante da liga local na convocação.

A lista é dominada por jogadores da Liga Australiana, 10. Com a maioria deles sendo dos dois times neozelandeses que jogam a liga, com destaque para o Auckland FC, fundado em 2024.

Todos que estão no álbum foram convocados.

REMANESCENTES DE 2010: Tommy Smith (36 anos) e Chris Wood (34 anos)

DESTAQUES:

▪️Chris Wood (CA, possivelmente o único destaque de verdade. O maior jogador neozelandese da história, jogou a Copa de 2010 com 18 anos e agora retorna ao Mundial em seu auge, 42 gols em três anos de Nottingham Forest, e 92 gols em toda sua trajetória na Premier League.

▪️Max Crocombe (GOL, goleiro do Millwall que quase subiu. Virou reserva no meio da temporada pelo baixo desempenho)

▪️Stamenić (VOL, volante com boa participação na EFl Championship pelo Swansea na temporada)

▪️Ben Old e Just (dois pontas com destaque razoável em ligas menores da Europa, Ligue 2 e Liga Escocesa)

▪️Cacace (LE, lateral que surgiu bem no Wellington Phoenix e teve um certo destaque na Europa, sendo titular no Empoli na Serie A. Mas, na temporada atual, pouco destaque e reserva no Wrexham)

PROVÁVEL TIME TITULAR (4-3-3): Crocombe; Payne, Boxall, Byndon e Cacace; Stamenić, Joe Bell e Ben Old; Eli Just, Chris Wood (C) e McCowatt. TEC: Darren Bazeley.

A Nova Zelândia chega para a Copa do Mundo de 2026 vivendo o seu melhor momento técnico em décadas, impulsionada pela transição geracional e pelo protagonismo de atletas que atuam no futebol europeu. O comando do técnico Darren Bazeley deu estabilidade tática ao time, que abandonou o estilo puramente defensivo do passado para propor mais o jogo, aproveitando a imposição física e o faro de gol do capitão e artilheiro Chris Wood (Nottingham Forest).

Sorteada no Grupo G, a Nova Zelândia terá pela frente adversários de três continentes diferentes, exigindo alto poder de adaptação:

  • Bélgica: É a favorita absoluta do grupo. Embora não viva o auge de sua “geração de ouro”, conta com talentos de elite mundial e testará o limite do sistema defensivo neozelandês.
  • Egito: Confronto direto crucial para as pretensões da Nova Zelândia. O jogo exige atenção redobrada na velocidade dos contra-ataques egípcios.
  • Irã: Uma das forças mais consistentes da Ásia, conhecida pela forte marcação e experiência em Copas. Será um duelo físico e de muita paciência.

O que Esperar na Copa de 2026 A meta dos All Whites é conquistar a primeira vitória de sua história em Mundiais e, consequentemente, tentar uma classificação inédita para o mata-mata. A equipe mescla a experiência de Wood com jovens talentos que ganham espaço na Europa, como o meio-campista Marko Stamenić. A expectativa é de um time competitivo, forte nas bolas aéreas e muito disciplinado taticamente

Fonte: A Tribuna


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