“A última dança da geração dourada: Bélgica sonha com a glória em 2026”

em

Fonte: FotMob

A Bélgica tem uma longa história na Copa do Mundo, com sua primeira participação em 1930, no Uruguai. Ao longo das décadas, a seleção belga passou por altos e baixos, mas ganhou grande destaque especialmente nas últimas edições, com uma geração talentosa que levou o país a campanhas consistentes e competitivas.

O melhor resultado da Bélgica em Copas do Mundo foi o 3º lugar em 2018, na Rússia, quando derrotou a Inglaterra na disputa pelo pódio. Antes disso, o time já havia alcançado fases importantes, como quartas de final em 1986, quando chegou perto da final. Conhecida por revelar grandes jogadores e por seu estilo técnico e organizado, a Bélgica se consolidou como uma seleção respeitada no cenário mundial, frequentemente vista como candidata a ir longe no torneio.

A seleção da Bélgica é conhecida mundialmente como “Diabos Vermelhos”, um apelido que combina intensidade, tradição e identidade. O nome surgiu inspirado na cor vibrante do uniforme e na forma agressiva e competitiva de jogar da equipe ao longo dos anos.

Mais do que um simples apelido, “Diabos Vermelhos” virou símbolo de uma seleção que busca protagonismo no futebol internacional, marcada por talento e ambição em grandes competições.

A campanha da Bélgica nas Eliminatórias Europeias para a Copa do Mundo de 2026 foi marcada por consistência e domínio no seu grupo. A equipe mostrou regularidade ao longo da fase classificatória, somando vitórias importantes e mantendo uma campanha segura rumo à vaga no Mundial.

Com destaque para atuações de jogadores como Kevin De Bruyne, Jeremy Doku e Charles De Ketelaere, a Bélgica conseguiu impor seu estilo ofensivo e garantir a liderança do grupo. O desempenho sólido terminou com a classificação direta para a Copa de 2026, confirmando mais uma participação dos “Diabos Vermelhos” em Mundiais e mantendo a seleção entre as principais forças do futebol europeu.

A CONVOCAÇÃO DA GERAÇÃO BELGA PARA A COPA DO MUNDO 2026:

GOLEIROS:

▪️Thibaut Courtois (Real Madrid)

▪️Senne Lammers (Manchester United)

▪️Mike Penders (Strasbourg)

LATERAIS:

▪️Thomas Meunier (Lille)

▪️Timothy Castagne (Fulham)

▪️Maxim De Cuyper (Brighton)

▪️Joaquin Seys (Club Brugge)

ZAGUEIROS

▪️Arthur Theate (Eintracht Frankfurt)

▪️Zeno Debast (Sporting)

▪️Brendon Mechele (Club Brugge)

▪️Koni De Winter (Milan)

▪️Nathan Ngoy (Lille)

VOLANTES:

▪️Axel Witsel (Girona)

▪️Amadou Onana (Aston Villa)

▪️Youri Tielemans (Aston Villa)

▪️Nicolas Raskin (Rangers)

MEIAS:

▪️Kevin De Bruyne (Napoli)

▪️De Ketelaere (Atalanta)

▪️Hans Vanaken (Club Brugge)

▪️Diego Moreira (Strasbourg)

ATACANTES:

▪️Jérémy Doku (Manchester City)

▪️Romelu Lukaku (Napoli)

▪️Leandro Trossard (Arsenal)

▪️Dodi Lukebakio (Benfica)

▪️Alexis Saelemaekers (Milan)

▪️Matias Fernández (Lille)

TEC: Rudi Garcia

Após uma Copa de 2022 e Euro 2024 vexatórias, a Bélgica, ainda mantém uma quantia significativa de veteranos, mas chega para a Copa com uma certa renovação.

Desde 2022, duas trocas de técnico. Roberto Martínez caiu, Domenico Tedesco assumiu, caiu também e agora, Rudi Garcia é o comandante.

A principal ausência, disparada, é Openda, que foi presença constante no ciclo, mas, devido ao baixo desempenho na Juventus, ficou de fora, sendo preterido por Stassin, artilheiro na segunda divisão francesa.

Openda é o único presente no álbum da Copa não convocado.

Destaque também para o Sels, goleirão titular do Nottingham Forest, que vem de boas temporadas e ficou de fora, de novo.

Outras ausências de destaque são o goleiro titular da Euro, Casteels, que se aposentou da Seleção após o retorno de Courtois; o jovem meia Vermeeren; o destaque do Ajax, Mika Godts e o veterano Carrasco, que perdeu espaço após a Euro.

DESTAQUES:

▪️Jérémy Doku (PE, futebolisticamente o melhor jogador da Bélgica atualmente. Rennes achou ele no Anderlecht lá em 2020 para substituir o Raphinha e agora, faz uma temporada absurda no City)

▪️Courtois (GOL, dispensa apresentações, um dos melhores goleiros do mundo. Retorna à seleção após ter ficado de fora da Euro, por divergências técnicas com Domenico Tedesco)

▪️Romelu Lukaku (CA, mesmo lesionado a temporada inteira, este cara é simplesmente absurdo pela Bélgica, 89 gols em 124 jogos. Cinco gols em Copa)

▪️Kevin De Bruyne (MC, outro em um momento muito abaixo, mas sempre será uma referência técnica no meio campo, onde quer que esteja)

▪️Matias Fernández (PE/CA, jogador espanhol de pai belga que conseguiu se naturalizar a tempo pela Copa, joga de ponta pelos dois lados e de centroavante. Tem só 21 anos e faz uma boa temporada pelo Lille)

REMANESCENTES:

▪️2014 (4): Courtois (34), Witsel (37), De Bruyne (34/35) e Lukaku (33)

▪️2018 (6): Courtois, Meunier (34), Witsel, Tielemans (29), De Bruyne e Lukaku

▪️2022 (14): Courtois, Theate (26), Debast (22), Castagne (30), Meunier, De Bruyne, Witsel, Tielemans, Onana (24), Vanaken (33), De Ketelaere (25), Lukaku, Trossard (31) e Doku (24)

PROVÁVEL TIME TITULAR (4-2-3-1): Courtois; Castagne (Meunier), Theate, Debast e De Cuyper; Onana, Tielemans, Trossard, De Bruyne e Doku; Lukaku. TEC: Rudi Garcia

A Bélgica lidera o Grupo G da Copa do Mundo de 2026, dividindo a chave com as seleções do Egito, Irã e Nova Zelândia. Sob o comando do técnico francês Rudi Garcia, os “Diabos Vermelhos” tentam apagar a má impressão da eliminação precoce em 2022 e entram como os grandes favoritos da chave para avançar ao mata-mata.

Análise dos Adversários

Egito: Treinado para explorar a velocidade e liderado pelo astro Mohamed Salah, é considerado teoricamente o oponente mais difícil do grupo para os belgas. O confronto marca a estreia de ambas as equipes no torneio.

Irã: Apresenta um estilo de jogo historicamente muito físico, competitivo e focado em uma forte marcação defensiva, tentando surpreender nos contra-ataques para brigar por uma vaga inédita na segunda fase.

Nova Zelândia: Ocupando posições inferiores no ranking da FIFA, a seleção da Oceania entra na chave como o rival teoricamente mais frágil e acessível do grupo.

O que se pode esperar é uma Bélgica que deve apresentar um estilo muito mais vertical, veloz e focado nas transições rápidas pelos lados do campo, distanciando-se daquele jogo de cadência e posse de bola estática que marcou o fim da “Geração de Ouro”.

O Último Baile dos Veteranos

O torneio representa, muito provavelmente, a despedida dos maiores pilares da história recente do país. O goleiro Thibaut Courtois e os craques Kevin De Bruyne e Romelu Lukaku dão a cota de experiência, hierarquia e genialidade necessária para ditar o ritmo em momentos de alta pressão.

Fonte: Itatiaia


Descubra mais sobre Rádio Gil Arruda Sports

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Deixe uma resposta