Santos Futebol Clube – Um orgulho que nem todos podem ter  

Imagens (reprodução)

Um orgulho que nasceu na cidade portuária da Baixada em 14 de abril de 1912, pelos desportistas: Francisco Raymundo Marques, Mário Ferraz de Campos e Argemiro de Souza Júnior, com o humilde objetivo de ser o clube que representaria a cidade dali em diante. 

Segundo o cantor Mano Brown, o Santos é “o retrato do povo brasileiro”, “o retrato da periferia” e, para ele, o Santos é um clube de cidade pequena que ousou brigar com os grandes. Essa teoria se mostrou verdadeira ao passar dos anos, passando por diversas crises, decadências, decepções, altos e baixos. Mostrou-se valente, mesmo que perecera nos nossos dias, sua história jamais será esquecida. 

Santos, que tomou notoriedade como embrião futebolístico a partir de 1962, com o fantástico 4-2-4 de Luiz Alonso Perez o Lula que tinha: Gilmar; Lima, Mauro Ramos, Calvet e Dalmo; Zito e Mengálvio; Dorval, Coutinho, Pelé e Pepe, sem contar os 359 gols de 1959. O time de Lula que tinha o ataque como protagonista faturou o bicampeonato da Taça Brasil de 62/63, bem como a Libertadores e Intercontinental, com o Tri da Libertadores sendo perdido de maneira polêmica pro Independiente em 1964, que na época era chefiado pelo cartola Júlio Grondona. Com aquele time ficando na memória dos brasílicos tupiniquins. 

O alvinegro da Vila Belmiro viveu seu apogeu até 1974, conquistando mais onze títulos dentre amistosos e competições oficiais e, após esse período, viveria sua primeira seca, de 1975 a 1994, ganhou somente dois paulistas e o vice brasileiro em 83, com o craque Serginho Chulapa sendo destaque no paulista de 84. 

Em 1995, viria a virada de chave para a equipe da Baixada, chegando em uma final de brasileirão desde o vice para o Flamengo, todavia não contava com a arbitragem pavorosa de Márcio Rezende de Freitas, anulando gol legítimo de Camanducaia e validando o gol de Túlio Maravilha no jogo da volta. O time de Giovanni “Messias” e companhia sofrera outro revés, contestado por boa parte dos santistas nos dias de hoje. 

Eis que, os meninos da Vila apareceriam novamente em 2002, com um misto de jovialidade e experiência, os comandados de Emerson Leão faturaram o 7º Campeonato Brasileiro em pleno Pacaembu vencendo o Corinthians de Carlos Alberto Parreira com destaque de Robinho “pedalada”. Em 2004, com Vanderlei Luxemburgo e Diego Ribas seu oitavo e último brasileiro. 

No ano de 2010, viria a sua última era de ouro com Neymar e Ganso. Os dois juntos faturaram Copa do Brasil, Paulista, Recopa e Libertadores, sendo este último o primeiro Tricampeonato desde a era Pelé. Dessa era em diante vieram os vices para Flamengo e Palmeiras em 19/20 e por fim, o primeiro rebaixamento da equipe no dia 06/12/2023, sob gestão de Andres Rueda.  

Seja dentro ou fora de campo, com milhões de apaixonados e uma torcida ilustre, que ocupa todos os espaços da sociedade. O Santos Futebol Clube é mais que uma agremiação desportiva, é um modo de viver, um orgulho que nem todos podem ter. 


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