
A possibilidade de um terceiro mandato de Leila Pereira voltou a movimentar os bastidores do Palmeiras e acirrou o embate político dentro do clube. Durante reunião do Conselho Deliberativo, a presidente defendeu a discussão sobre mudanças no estatuto e rebateu críticas da oposição, afirmando que a permanência no poder deve ser avaliada com base em resultados e competência administrativa.
Em meio a um ambiente de tensão, Leila foi direta ao negar qualquer tentativa de manobra irregular. Para a mandatária, o debate é legítimo e previsto nas regras internas do clube. “O estatuto prevê a possibilidade de alteração. Se o Conselho decidir, não é golpe”, afirmou, em resposta às acusações feitas por conselheiros contrários à ideia.
Ao justificar sua posição, a presidente recorreu a um exemplo do futebol europeu. Leila citou o Real Madrid para questionar o discurso da alternância obrigatória de poder, destacando que o clube espanhol mantém o mesmo presidente há décadas, com sucesso esportivo e institucional. “Isso não é sobre tempo no cargo, é sobre competência”, disse.
A fala repercutiu imediatamente entre conselheiros e associados. Setores da oposição enxergam a tentativa de mudança estatutária como um risco à democracia interna do clube, enquanto aliados defendem que a continuidade do atual modelo de gestão pode garantir estabilidade e manutenção do protagonismo esportivo do Palmeiras.
Com mandato até o fim de 2024, Leila Pereira ainda depende de aprovação do Conselho Deliberativo e, posteriormente, dos sócios para qualquer alteração no estatuto. O tema, no entanto, já se consolida como um dos principais pontos do debate político alviverde para os próximos meses.
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