Obrigado meninas guerreiras

por Gabriel Vellutini

Como sou formado em História, me dou o luxo de poder escrever sobre assuntos que já aconteceram. Hoje vou escrever sobre a participação da equipe brasileira de tênis na B.J.K. (Billie Jean King) Cup, a competição por equipes em nível mundial.O Brasil nos dias 15 e 16 de Novembro disputou os Play-offs da B.J.K. Cup, que é a competição mundial de equipes femininas de tênis, em Hobart na Austrália.Era uma chave com 3 países: Brasil, Portugal e a anfitriã Austrália. Todos jogam entre si e o 1° lugar da chave está garantido na BJK Cup 2026.O time brasileiro foi a Austrália desfalcado da n°1 do Brasil em simples, Beatriz Haddad Maia. Nossa jogadora de simples com melhor ranking foi a n°2 do Brasil, Laura Pigossi. Para completar o time brasileiro foram as tenistas Ana Candiotto, n°6 do Brasil em simples, e a juvenil Nauhany Silva de 15 anos e n°8 do Brasil em simples. Luísa Stefani, n°1 do Brasil em duplas e Ingrid Martins, n°3 do Brasil em duplas, completaram o time.O confronto da BJK Cup funciona da seguinte forma: são dois jogos de simples e um jogo de duplas. O 1º jogo de simples é entre os jogadores escalados como segundo simplista e o 2º jogo de simples é obrigatoriamente entre os simplistas de melhor ranking. O jogo de duplas é livre a escolha dos jogadores e pode mudar a escalação.O primeiro confronto do grupo foi Austrália e Portugal, e a anfitriã ganhou o confronto por 3 a 0 vencendo todos os jogos. O segundo confronto do grupo foi Brasil e Portugal. O capitão brasileiro Luiz Peniza surpreendeu e escalou como 2ª simplista, a juvenil Nauhany Silva de apenas 15 anos de idade. A aposta deu certo e Naná como é conhecida no meio do tênis, venceu por 2 sets a zero. Nossa 1ª simplista, Laura Pigossi venceu seu jogo por 2 sets a zero. E a dupla com Luísa e Ingrid venceu por 2 sets a 1. E assim o Brasil venceu por 3 a 0. E o confronto com a Austrália seria o decisivo pela vaga.Desde o início, o confronto contra a Austrália seria o mais difícil, pois além de jogarem em casa, suas jogadoras eram melhores colocadas no ranking de simples. O piso escolhido era quadra rápida descoberta que também favorece o estilo de jogo das australianas.Não faltou luta por parte da equipe brasileira, o capitão brasileiro repetiu a escalação das jogadoras de simples. No 1º jogo, Naná Silva fez dois sets bem equilibrados onde perdeu o 1º e venceu o 2º. No 3º set baixou um pouco seu nível de jogo e sua adversária bem mais experiente venceu e definiu a vitória por 2 sets a 1. No 2º jogo, o clima não ajudou, pois choveu durante a partida. Com isso, houve interrupção durante o jogo. Isso acabou favorecendo a atleta da casa. No 1º set, a brasileira Laura Pigossi venceu por 6×2, no 2º set veio uma longa parada devido à chuva. Sua adversária voltou da parada melhor. Pigossi chegou a ter match point, mas foi derrotada por 7×5. No 3º set, sua adversária mostrou porque é a nº32 de simples da WTA e venceu por 6×1.Com o confronto decidido não houve a partida de duplas. Em 2026, o Brasil vai jogar o zonal da América para tentar se classificar para o qualificatório do grupo mundial.Temos que valorizar muito a equipe brasileira que se dispôs a atravessar o mundo para defender o Brasil. Não é fácil jogar em quadra dura quando você vem jogando no saibro. Pois está acontecendo na América do Sul, uma gira de torneios no saibro, piso favorito da maioria das nossas atletas. E são torneios que dão muitos pontos, o que pode beneficiar as nossas atletas. Quem não foi convocada está atrás desses pontos para subir no ranking e tentar uma vaga no 1º grand slam de 2026, justamente o Aberto da Austrália. Também temos quem não foi convocada porque está se tratando de um problema de saúde seja ela mental ou física.Por isso parabéns meninas e equipe brasileira, o resultado que todos queriam pode não ter acontecido, mas saibam que todo o esforço de vocês não passou despercebido.


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