Bate-papo com Bruno “Safadão” Wesley: Conheça o homem por trás da voz

Hoje, temos a honra de receber uma das vozes mais promissoras da narração e comentário de jogos, o nosso querido Bruno Wesley, também conhecido como Safadão! Nascido em Pindamonhangaba, no interior de São Paulo, o Safadão de 33 anos é além de um craque com o microfone, um entusiasta do esporte, apaixonado por futebol e, em ocasiões especiais, por um bom Bourbon.

imagem: Bruno Safadão no estúdio Gil Arruda Sports

Nathália Bulsing: Para começar, Brunão, ou melhor, Safadão, conta um pouco mais sobre você. Como a paixão pelo esporte se encaixa na sua vida?

Bruno Safadão: E aí, pessoal! É um prazer estar aqui. Como vocês já sabem, me chamo Bruno Wesley Marcondes, tenho 33 anos e sou de Pindamonhangaba, interior de Sampa. Trabalho na área industrial, mas o que realmente me move são os esportes. Meus hobbies são o futebol, tanto o nacional quanto o internacional, as seleções e os diferentes campeonatos. Sou fã de lasanha e, para relaxar, um bom Bourbon.

A Jornada na Cabine: do convite à paixão

Nathália Bulsing: A gente sabe que a sua voz já virou referência para muita gente. Mas como foi que tudo começou? A narração e o comentário entraram na sua vida de repente, Safadão?

Bruno Safadão: Foi tudo de surpresa! Recebi um convite do narrador Caio para comentar um jogo e, a princípio, pensei que seria uma coisa de uma vez só. Mas aí, como dizem, “nunca mais saí, hehehe”. Com o tempo, pintou a oportunidade de narrar também, e a paixão só cresceu.

Nathália Bulsing: Qual foi a sua estreia? Aquele jogo que marcou o início de tudo?

Bruno Safadão: O primeiro jogo que narrei profissionalmente foi a final da Piquete Cup, um campeonato sub-11. O Pinda FC foi campeão, e a emoção foi enorme.

Nathália Bulsing: É mais difícil narrar ou comentar? Qual a maior diferença entre os dois papéis?

Bruno Safadão: Acho que quando você é comentarista, a sua missão é analisar o jogo, entender o que está acontecendo e sugerir o que os times podem fazer para mudar o placar. Já como narrador, a gente tem que trazer a emoção para quem está ouvindo, dar vida à partida e fazer com que o público se sinta dentro do estádio.

Nathália Bulsing: No começo, quais foram os maiores desafios que você enfrentou?

Bruno Safadão: A falta de experiência foi um grande desafio, e o medo de errar ou de não entregar um bom trabalho era constante. Mas, com o tempo, a gente vai ganhando confiança, jogo a jogo, com a interação da galera. E o mais importante: é preciso acreditar no nosso potencial.

Nathália Bulsing: Se você não fosse narrador/comentarista, qual profissão seguiria?

Bruno Safadão: Sou formado em Educação Financeira, então acho que seguiria essa área, que também sou apaixonado.

Nathália Bulsing: Existe alguém que te inspira no mundo da narração?

Bruno Safadão: Com certeza, André Henning. Sem dúvidas.

Preparação, Rituais e a Emoção do Jogo

Nathália Bulsing: A gente imagina que não é só sentar e narrar. Como você se prepara para uma transmissão, especialmente para aqueles jogos que não são tão conhecidos?

Bruno Safadão: A preparação é fundamental. Busco todas as informações possíveis: escalações, destaques, confrontos entre os times, a situação de cada um no campeonato e até algumas curiosidades para usar ao longo da partida.

Nathália Bulsing: Tem algum ritual pré-transmissão?

Bruno Safadão: Meu ritual é bem prático: ter tudo anotado para o caso de o computador dar problema. Sempre tenho um “plano B” para as minhas informações. Mas o mais importante é manter a tranquilidade, ser eu mesmo e tentar fazer uma transmissão divertida, saudável e emocionante.

Nathália Bulsing: E a pressão nos momentos decisivos? Como você lida com isso?

Bruno Safadão: A gente tem que se elevar junto com o jogo. Se a partida está fraca tecnicamente, meu papel é trazer informações para manter o interesse. Se a partida está emocionante, me elevo junto para contagiar o público com a emoção do momento.

Nathália Bulsing: O que torna uma narração inesquecível pra você?

Bruno Safadão: A interação com o público. Quando a galera pergunta, comenta e interage, para mim é um sinal de que meu trabalho está sendo bem feito, e isso me inspira.

Nathália Bulsing: Qual a importância de ter um bom entrosamento com o parceiro de transmissão?

Bruno Safadão: É essencial. Quando há um bom entrosamento, a qualidade da transmissão melhora muito. A gente não perde o foco das jogadas e a conversa flui de forma natural.

Nathália Bulsing: Qual é a sua principal dica para quem quer começar a narrar ou comentar jogos?

Bruno Safadão: A dica é: comece com o que você tem. Use a sua cara e a sua coragem. Estude, se aperfeiçoe e nunca desista dos seus sonhos. Ninguém vai lutar por eles além de você. Você é capaz.

Nathália Bulsing: Você usa algum bordão ou frase que a galera gosta?

Bruno Safadão: Eu uso uns bordões, tipo: “Goooooollll… Rodrygo, camisa número 11, o nome que faz a galera vibrar…”. Se gostam, já é uma excelente pergunta, hehehe. Espero que sim!

Nathália Bulsing: Como você faz para manter a energia em transmissões longas?

Bruno Safadão: Gostar do que se faz é a chave. Às vezes, você pega um jogo grande, mas os times não ajudam e a partida é ruim. Nesses momentos, temos que trazer informações e interagir com o público para não deixar o clima ruim ser transmitido.

Bruno com parte da equipe Gil Arruda

Comunidade, críticas e Emoções

Nathália Bulsing: A gente sabe que você interage bastante com a sua audiência. Qual a importância do feedback da sua comunidade no TikTok?

Bruno Safadão: Para mim, a audiência no TikTok é como se fossem meus comentaristas. Sem eles, a live não flui. Eles trazem informações e até resultados em primeira mão, além de fazerem a resenha no chat.

Nathália Bulsing: Como você lida com as críticas negativas e os “haters”?

Bruno Safadão: Críticas sempre vão existir, mas eu procuro usá-las para crescer. Se for algo construtivo, agradeço o feedback. Se for xingamento, os moderadores entram em ação. O importante é saber lidar tanto com elogios quanto com críticas, porque elas nos moldam.

Nathália Bulsing: Existe alguma interação com a sua comunidade que te marcou de forma especial?

Bruno Safadão: A Jujuh. Ela é uma adolescente que me acompanha desde o início no TikTok. No começo, ela passava na live só para dar um “oi” e dizer que tinha que voltar a estudar. Eu sempre falava para ela nunca deixar de estudar para me ver. Ela tem o sonho de ser médica ou comissária de bordo, e com o tempo, me aproximei da mãe dela e mandei uma camisa do Corinthians de presente para ela. Foi algo que me marcou.

Nathália Bulsing: Qual é a sua relação com os fãs? Você os considera uma parte importante do seu trabalho?

Bruno Safadão: Extremamente importantes! Não só a Jujuh, mas o Maurício, a Yanna Gremista, a Aline, a Yanna Flamenguista e a Amanda, que viraram meus amigos na vida, além de todas as pessoas que estão sempre no chat. É muito bom ter essa presença constante.

Nathália Bulsing: Quais as vantagens e desvantagens de fazer lives em plataformas como o TikTok?

Bruno Safadão: A vantagem é que você “afia seu machado”. Perde a vergonha, o medo e o receio. É uma excelente ferramenta para quem quer começar. A desvantagem é que é fácil se acomodar. É perigoso não trazer mais conteúdo ou profissionalismo para a live.

Nathália Bulsing: Como você equilibra a narração profissional com a informalidade de uma live?

Bruno Safadão: No início era difícil, mas agora consigo conciliar. Faço um pré-jogo descontraído, com uma hora ou meia hora de antecedência, interagindo com a galera e ouvindo as expectativas. Quando o jogo começa, me concentro na narração profissional. No intervalo, voltamos à resenha e, depois do jogo, temos um pós-jogo para analisar a partida e fazer uma resenha divertida.

Sobre os games e o futuro

Nathália Bulsing: Qual o seu jogo favorito para narrar?

Bruno Safadão: Jogos do Corinthians, porque o lado torcedor ainda fala mais alto, mas tenho que ser profissional. E jogos da Seleção Brasileira. Nosso hino é o melhor do mundo e emociona demais.

Imagem: Bruno in loco

Nathália Bulsing: O que você faz para se divertir, fora do trabalho?

Bruno Safadão: O futebol está no sangue, hehehe.

Nathália Bulsing: Qual sua opinião sobre o crescimento dos esportes no Brasil?

Bruno Safadão: É essencial. É muito bom ver que está crescendo e se tornando uma profissão.

Nathália Bulsing: Qual a sua previsão para o futuro dos jogos competitivos?

Bruno Safadão: O bom do esporte é que ele é imprevisível. O futuro deve ser de muita emoção e competitividade até o último segundo.

Nathália Bulsing: Existe algum jogo que você ainda sonha em narrar?

Bruno Safadão: Meu primeiro jogo oficial in loco. Um jogo das Guerreiras Pinda, time feminino aqui da minha cidade. E, claro, um jogo do Corinthians presencialmente.

Nathália Bulsing: Qual time ou jogador você mais gosta de ver em ação?

Bruno Safadão: Cristiano Ronaldo.

Nathália Bulsing: Qual foi o momento mais emocionante que você já narrou?

Bruno Safadão: O gol do Cristiano Ronaldo por Portugal na Nations League e o título do Sporting de Portugal.

Nathália Bulsing: Você acha que os e-sports deveriam ser reconhecidos como esportes olímpicos?

Bruno Safadão: Sim. A modalidade vem crescendo muito, tanto em praticantes quanto em público. Acho justo ser reconhecido, pois só tem a agregar.

Lições, curiosidades e sonhos

Nathália Bulsing: Qual a maior lição que sua carreira te ensinou?

Bruno Safadão: Que você nunca deve desistir daquilo que se dedica todos os dias para fazer da melhor maneira possível.

Nathália Bulsing: Você tem alguma superstição antes das transmissões?

Bruno Safadão: No estúdio ou in loco, é cumprimentar toda a equipe e desejar uma excelente partida. No TikTok, antes da live, eu falo: “Pra cima!”.

Nathália Bulsing: Se você pudesse narrar qualquer evento da história, qual seria?

Bruno Safadão: O gol do Ronaldo Fenômeno na final da Copa de 2002, quando o Brasil se tornou pentacampeão.

Nathália Bulsing: Qual sua maior ambição na carreira?

Bruno Safadão: Chegar ao ápice e, se possível, com meus amigos de profissão. Se não for no mesmo time, que eles estejam bem na cabine ao lado, hehehe.

Nathália Bulsing: Além de games, quais são seus hobbies ou paixões?

Bruno Safadão: Ler e viajar.

Nathália Bulsing: Existe algum jogo que você narrou e, mesmo sem querer, torceu para um dos lados?

Bruno Safadão: Sempre torço para o Corinthians, mas se jogar mal, serei profissional e analisarei o que aconteceu.

Nathália Bulsing: O que você diria para o “Gil do passado”, antes dele começar essa jornada?

Bruno Safadão: Continue sempre entregando o melhor e acreditando que o sonho se tornará realidade.

Nathália Bulsing: Qual foi a maior loucura que você já fez por causa da sua profissão?

Bruno Safadão: Em um jogo em outra cidade, o carro quebrou, fomos resgatados, choveu, e o carro derrapou no óleo na pista… Quase fomos, hehehe.

Nathália Bulsing: Para você, qual a chave para o sucesso em qualquer área?

Bruno Safadão: Persistência. Estude e esteja cercado de pessoas que te façam evoluir da melhor maneira possível.

Nathália Bulsing: Pode nos contar uma curiosidade sobre o seu trabalho que ninguém mais sabe?

Bruno Safadão: Nos jogos do Corinthians, estou sempre com algo do time, seja a camisa, um chaveiro… um apoio não notado, mas sempre presente, hehehe.

Nathália Bulsing: E para fechar, cinco jogadores, vivos ou não, que você chamaria para um churrasco?

Bruno Safadão: Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo Fenômeno, Vampeta, que é resenha pura, Cristiano Ronaldo e Rincón, por ter um caráter absurdo.

Nathália Bulsing: Safadão, foi um prazer enorme te receber e conhecer a sua história, a paixão pelo esporte e a dedicação que você coloca em cada transmissão. Tenho certeza de que seus fãs adoraram saber mais sobre o homem por trás dessa voz que tanto emociona a galera. Muito sucesso na sua carreira e que você continue levando toda essa energia para o público. Muito obrigada pela sua presença!

Bruno Safadão: Eu que agradeço, Nathália, e a todos que nos acompanharam! Foi um bate-papo incrível. Um abraço e “Pra cima!”


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