Com o fracasso da participação de Neymar neste ano, fica o questionamento: ainda vale a pena manter o craque?
A derrota do Santos contra o Botafogo por 1 a 0 na tarde de ontem teve um momento simbólico – o gol (anulado) de mão de Neymar. O lance gerou questionamentos de todos não só pela expulsão do craque, mas pelo impacto que teve no andamento da partida.
Quando o jogo estava no 11 contra 11, o Peixe dominava as ações do jogo, fazendo, possivelmente, a melhor atuação da equipe com Cléber Xavier no comando. O time criou inúmeras oportunidades, e em grande parte delas acabou parando na ótima atuação de John, ex-goleiro do Santos. Após o lance que culminou no cartão vermelho de Neymar, o Botafogo aproveitou a vantagem numérica para dominar a partida e marcar o gol da vitória já no final.
É inquestionável a culpa de Neymar no resultado do jogo. O camisa 10 era um dos jogadores que faziam boa partida até então. A decisão de colocar a mão na bola – em plena era do VAR – para tentar enganar a arbitragem nos faz pensar que talvez o Santos não seja a prioridade do jogador no momento. Com a expulsão, Neymar não fará a última partida antes da pausa para o Super Mundial de Clubes. Suas declarações recentes, ao lado do pai, reforçam a percepção de um distanciamento entre clube e jogador para a renovação.
Depois de um primeiro semestre frustrante, com apresentação emocionante e pouco futebol, há quem ainda esteja esperançoso para uma renovação do craque com o alvinegro. Para muitos, o Santos correrá sério risco de voltar para a série B sem o seu principal jogador. Contudo, o que se vê fora da “Matrix” é um jogador descompromissado, irritado e problemático para o clube. Se a razão prevalecer, o último ato de Neymar nesta passagem pelo Santos será irônica – deixando o clube na mão em um momento crítico.
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