Faltando algumas semanas para o fim do primeiro semestre do futebol brasileiro, Santos e Neymar têm uma escolha difícil a fazer.
Nesta segunda-feira, o Santos completou 100 dias de uma marca preocupante. A vitória por 3 a 1 contra o São Paulo pelo Paulistão na Vila Belmiro – provavelmente o melhor jogo da equipe no ano – foi a última vez que o time celebrou um triunfo sem o seu camisa 10. Por esse prisma, parece óbvia a decisão do Peixe de manifestar o desejo de renovar com seu craque, cujo contrato se encerra na metade do ano. Porém, tanto o clube quanto o jogador têm motivos para seguir na direção contrária.
Para o clube, a prioridade no momento parece ser o controle emocional dos jogadores, que está longe do ideal. A equipe de Cléber Xavier não tem feito bons jogos, mesmo com o ambiente revigorado com a chegada de um novo treinador. O clube ocupa a penúltima posição na tabela, ainda que esteja com um calendário mais tranquilo em relação a outros concorrentes no campeonato.
Pelo lado do atacante – que vem convivendo com lesões cada vez mais frequentes -, o futebol brasileiro não parece ser a opção ideal no momento. Mesmo estando no clube que o revelou, e com o qual possui enorme identificação, Neymar ainda busca voltar a jogar em alto nível para defender a seleção brasileira novamente, já que 2026 será sua “last dance” em uma Copa do Mundo. Com o ambiente que o Santos vive, e com a necessidade de estar presente no maior número de jogos possível para evitar uma tragédia na baixada santista, a parte física de Neymar talvez não suporte tamanha responsabilidade.
Com a chegada do meio do ano, tanto o camisa 10 quanto o clube deverão sentar e conversar sobre o futuro. A história de Neymar no Santos se parece com a de um bom livro chegando às páginas finais. Talvez seja a hora de fechar a capa com respeito e seguir em frente para novas histórias.
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