Nesta quarta, Dorival Jr. estreia no comando do Corinthians em Novo Horizonte pela Copa do Brasil. O experiente treinador tem em seu histórico motivos para realizar um bom trabalho à frente do clube alvinegro, além de uma razão (fora de seu alcance) para preocupar o torcedor.
Bom retrospecto recente
O passado pré-seleção de Dorival anima o torcedor corinthiano. Desde a boa passagem pelo Ceará, passando pelos títulos e a inacreditável demissão no Flamengo, até a consolidação no São Paulo com o único título de relevância do tricolor em mais de uma década. Essa marca dá respaldo para iniciar os trabalhos na equipe de Itaquera.
Histórico de “paizão“
A boa relação que o treinador costuma ter com seus comandados não é novidade. Um dos momentos mais emblemáticos foi a saudação de Gabigol após a conquista da Copa do Brasil no Morumbis em 2023, deixando clara a ótima relação que tiveram durante o período no rubro-negro carioca. Essa característica será essencial para a recuperação de alguns jogadores do Corinthians, sobretudo Coronado, que especulam não ter tido uma boa relação com Emiliano Díaz.
O cuidado com a base
O primeiro ótimo trabalho de Dorival em um grande clube foi com os Meninos da Vila de 2010. Apesar de não ter sido o responsável por subir Neymar, Ganso, André etc., o técnico do Corinthians melhorou o coletivo do alvinegro praiano, resultando no título da Copa do Brasil de 2010. No Flamengo, foi capaz de potencializar a qualidade de João Gomes em 2022. Além do sucesso dentro de campo, o clube paulistano precisa urgentemente de boas vendas de seus jovens jogadores para segurar o aumento de sua colossal dívida.
O ponto negativo
A instabilidade nos bastidores do clube deverá mexer com os planos do técnico. Talvez este novo trabalho de Dorival seja o mais desafiador dentre os clubes onde trabalhou. Nenhuma equipe tinha a situação financeira tão aterrorizante quanto a atual do Corinthians, o que, além de causar uma turbulência política enorme, gera efeitos dentro de campo. Vender jogadores e evitar gastos com compras de novos atletas será uma obrigação na temporada, o que dificultará o trabalho do treinador. Resta saber se o araraquarense de 63 anos terá condições de equilibrar a força do clube com a turbulência administrativa.
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