Uma das definições da palavra “medíocre” é: “que não se destaca na qualidade, valor ou na originalidade.” Não é de fato algo terrível, mas sim que se conforma em não sair do mediano. Uma boa explicação para definir o momento (que já dura alguns bons anos) do Corinthians.
A derrota (com aparência de humilhação) para o Flamengo na tarde de ontem escancara não só os problemas de um time que transita entre treinadores e que possui uma enorme disparidade técnica entre os setores do campo, mas também a mentalidade fraca que toma conta do coletivo do time desde os tempos pré-pandemia, quando o Corinthians conquistou seu último título de expressão.
Mais uma vez, algum jogador do Corinthians é chamado para explicar a atuação apática que a equipe tem com certa frequência, sobretudo nos jogos longe de Itaquera. O capitão Romero foi chamado ao final do jogo para dar as mesmas justificativas de várias partidas onde o time parece não se encontrar em campo. A repetição do discurso já há algum tempo cansa o paciente torcedor corinthiano.
Claro que o título paulista sobre o maior rival tem a sua importância. Por mais que o Paulistão não tenha o mesmo brilho das competições nacionais e internacionais, ainda assim é o melhor estadual do Brasil e proporciona grandes confrontos com as equipes do interior e seus rivais. Contudo, o fim do jejum de títulos que incomodava o torcedor corinthiano desde 2019 não pode servir de muleta para a falta de entrosamento clara e uma grande desconcentração em partidas importantes, que vem acontecendo desde os jogos da pré-Libertadores.
A chegada de Dorival Jr. pode se tornar um motivo de esperança para a torcida. O passado recente do ex-treinador da seleção nos clubes que dirigiu justifica a expectativa. Porém, dentro de campo, Dorival terá de entender que não falta apenas um padrão tático à equipe, mas também uma forte mentalidade coletiva que, com certa frequência, some do time do Corinthians.
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