
fonte: SC Internacional
O Beira-Rio presenciou uma noite de contrastes na Libertadores. Apesar de buscar um empate emocionante em 3 a 3 após estar perdendo por 3 a 0 para o Nacional do Uruguai, a atuação do Internacional deixou uma pulga atrás da orelha de seus torcedores. O time colorado demonstrou erros defensivos, um meio-campo apático liderado por um Alan Patrick abaixo do esperado, e viu um Nacional taticamente superior dominar grande parte do confronto, inclusive saindo de campo sem receber sequer um cartão amarelo.
Desde o apito inicial, a organização e a intensidade do Nacional contrastaram com a falta de encaixe do Inter. A equipe uruguaia explorou com inteligência os espaços e as fragilidades da defesa colorada, construindo uma vantagem de três gols que parecia irremontável. A torcida presente no Beira-Rio testemunhava um time local sem ideias e com dificuldades em impor seu jogo.
O desempenho de Alan Patrick, geralmente o motorzinho do meio-campo do Inter, foi um dos pontos mais decepcionantes da noite. O camisa 10 não conseguiu cadenciar o jogo, errou passes cruciais e pouco contribuiu para a criação de jogadas ofensivas. Longe de suas atuações brilhantes, Alan Patrick personificou a dificuldade do Inter em encontrar soluções diante da marcação e da estratégia bem definida do Nacional.
A somatória de erros em todos os setores do campo também cobrou seu preço. Falhas de marcação gritantes permitiram que o ataque uruguaio chegasse com perigo constante, enquanto a transição entre defesa e ataque se mostrou lenta e previsível. A defesa, em especial no primeiro tempo, exibiu uma fragilidade alarmante, com falhas de comunicação que culminaram nos três gols sofridos.
As substituições promovidas por Roger Machado tentaram injetar ânimo e mudar o panorama da partida. As alterações surtiram efeito no ímpeto final, resultando no empate heroico, mas levantam questionamentos sobre a demora em mexer na equipe diante da clara superioridade do adversário.
O Nacional, por sua vez, demonstrou uma maturidade tática impressionante. Com um esquema bem montado, a equipe uruguaia soube explorar as deficiências do Inter e controlou o ritmo do jogo durante longos períodos. A disciplina tática do Nacional ficou evidente não apenas na organização em campo, mas também no fato de nenhum de seus jogadores ter recebido cartão amarelo ao longo dos 90 minutos, um feito notável jogando fora de casa em um ambiente hostil.
O empate nos minutos finais, com a torcida inflamada, aliviou a pressão e evitou uma derrota vexatória para o Internacional. No entanto, a atuação geral da equipe expôs carências e ligou o sinal de alerta para os próximos desafios na Libertadores. A lição é clara: contra adversários organizados e eficientes como o Nacional, erros em cadeia e atuações individuais abaixo do esperado podem ser fatais. O Inter precisará encontrar consistência e elevar seu nível de futebol para seguir competitivo na competição continental.
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