Brasil do “Desfutebol”

Quem diria que chegaríamos a 2025 sem seleção, sem o tão famoso futebol brasileiro? Se você, assim como eu, viu a seleção de 2002 e 2006 jogar, ficou com vergonha do jogo de ontem (25) e sentiu, mesmo do outro lado da tela, o despreparo tanto dos jogadores quanto do técnico.

Há tempos, estamos remando em busca de um time de verdade! Nossa empolgação já não é a mesma. Não vibramos mais com as escalações, não pintamos as calçadas, tampouco gritamos “é gol” com vibração e felicidade. Pouco a pouco, caímos na real, viramos o país do “desfutebol”.

Essa carência de seleção vem desde 2010, quando fomos eliminados pela Holanda por 2×1 nas quartas de final. O Brasil, até então, era um dos favoritos ao título. Ficamos mal acostumados vendo as seleções de 2002 e 2006 com Kaká, Ronaldo Fenômeno, Ronaldinho Gaúcho, Cafu e tantos outros ícones do futebol brasileiro da época. A decadência veio em 2014. Acredito que todos lembram do resultado infeliz de 7×1 contra a Alemanha e, logo após, tomar 3×0 da Holanda. Galvão Bueno estava desesperado, atônito, decepcionado. Recordo perfeitamente do jogador David Luiz dizendo: “Eu só queria trazer alegria ao meu povo”.

Em 2018, havia uma pequena esperança até o Brasil novamente ser eliminado, dessa vez pela Bélgica por 2×1. Em 2022, pós-pandemia e com uma divisão política nítida no país, nos restava o futebol. Seleção comandada por Tite, tendo jogadores como Neymar, Vinícius Jr., Richarlison, entre outros. Mas, infelizmente, mais uma vez, fomos eliminados nas quartas de final, dessa vez nos pênaltis contra a Croácia.Mas o que houve ontem foi muito pior! Um time comandado por Dorival Jr., que culpa a torcida brasileira por não ter mais aquela empolgação. Perdemos contra um dos nossos maiores rivais por 4×1 e sem o Messi jogando. Parecia um time de 2ª divisão jogando contra um time de Libertadores. Um time de elite contra um de bairro.Viramos a seleção dos influenciadores que, muitas vezes, não influenciam nada.

A seleção em que o número de seguidores vale mais que o talento. Perdemos nossa garra, nossa vontade de vencer. Esquecemos como é ser o país do futebol, viramos o país da chacota. Cuspiram nas seleções passadas.

Nosso próximo jogo será contra o Equador, dia 5 de junho. Veremos se a seleção irá continuar passando vergonha ou tomará alguma atitude positiva.


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